Segundo Eusébio de Cesareia, pai da
história primitiva da igreja cristã, os apóstolos Tomé e Bartolomeu
evangelizaram o Noroeste do Afeganistão no século 2.
Com o tempo o cristianismo foi decaindo
devido à forte influência de correntes radicais de alguns islamitas e hoje não
se tem relatos oficiais de igrejas cristãs no país.
Missionários
no Afeganistão
A situação do povo sempre foi caótica
desde de 1996, quando Talibã tomou totalmente o poder no país. Devido as suas
aplicações de leis rígidas as pessoas eram julgadas à revelia, todos deveriam seguir o
toque de recolher que acontecia a partir das 18 horas, os jovens não tinham
nenhuma perspectiva de vida e a única alternativa era participar da guerra como soldados
do grupo Talibã.
A economia do país afundou após a saída
dos soviéticos e a moeda local era extremamente fraca, muitas pessoas passaram
a mendigar por comida ou por um pouco de dinheiro e a expectativa de vida da
população era baixo em torno de 40 anos.
As
mulheres eram as suas maiores vítimas, pois não tinham liberdade de sair de
suas casas sem a companhia de um homem, não podiam estudar, não poderiam ter
atendimento no sistema de saúde caso o médico fosse do sexo masculino, eram obrigadas a
usar a burca, não podiam trabalhar e muitas casavam antes dos 16 anos de idade forçadamente.
Se a situação para o povo era difícil
para os missionários cristãos não deveria ser diferente ou até mesmo pior. Tanto os
homens cristãos como as mulheres cristãs enfrentavam graves ameaças, como:
morte, assassinato, prisão, tortura ou isolamento.
As mulheres cristãs sofriam, além dos fatos
citados acima, de abuso físico e não tinham autonomia na sociedade e nenhuma
liberdade financeira. Caso expusessem a sua fé poderiam morrer ou se tornarem
escravas sexuais.
Afeganistão agora
O povo
ainda tinha um pouco de liberdade com a presença americana, mas com a retirada
de suas tropas no país mais o fato de os EUAs terem gasto milhões nas
tarefas militares, mas não houve uma ajuda econômica e humanitária na mesma
proporção de forma a criar um estado nacional unificado, o terror do passado
volta a mente de todos os cidadãos afegãos.
Representantes
do Talibã, porém, afirmam que não agirão da mesma forma como em alguns anos atrás, mas o que se têm
praticado não condiz com o que dizem, já que muitas mulheres estão sendo
impedidas de retornar aos seus postos de trabalho e as pessoas não têm as
mesmas liberdades de outrora.
Relação China e Afeganistão
O Afeganistão fica no meio da Ásia
entre a China, Paquistão e Irã. Devido a sua proximidade com o território chinês e
a sua localização estratégica - sendo uma passagem entre o Orienta e a
Ásia - há um grande interesse econômico e político entre os dois
países.
“É
possível que a China desenvolva uma assistência de segurança para o regime do
Talibã no futuro, mas não acredito que isso ocorrerá agora”, disse Laurel
Miller, diretora do Programa Ásia do International Crisis Group, uma
organização independente cujo objetivo é prevenir guerras e moldar políticas.
Ainda é cedo para afirmar como será daqui para
frente as relações entre China e Afeganistão, mas é certo que o governo chinês está
demarcando o seu espaço na região deixada pelos EUAs de forma tão apressada e
desastrosa.
O que fazer pelo Afeganistão?
O que se deve fazer neste momento é orar e jejuar por esse povo e pelos demais irmãos e irmãs que vivem nesse país tão hostil.
A possibilidade de aliança com a China, que também tem em seu histórico perseguição aos cristãos, pode torna-lo ainda mais arriscado para o projeto de evangelismo.
Talvez não entendamos completamente essas e outras ações em seu contexto global, mas o certo é que devemos buscar a direção
em Deus através das nossas orações, leitura bíblica e nunca deixarmos de proclamar fé.



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